domingo, 18 de setembro de 2011

O Tempo Litúrgico

Como vivenciar o tempo litúrgico?

A mais antiga tradição litúrgica em se tratando de tempo para celebrar fala do 'domingo' (dia do Senhor, dia da ressurreição de Jesus) como dia da reunião dos discípulos e discípulas de Jesus para celebrar sua memória.
As outras festas e tempos, formando o ano litúrgico (ciclo natalino, ciclo pascal, tempo comum) foram organizados pouco a pouco. Ao longo do ano, nos oferecem textos bíblicos, salmos e outros cantos, orações, prefácios... que nos ajudam a aprofundar e assimilar o que Cristo significa para nós. Cada tempo ou festa litúrgica tem sua espiritualidade específica e realiza em nós com sua força sacramental uma característica de Jesus, um de seus 'mistérios':
No advento, a alegre e confiante expectativa da vinda do Reino;
No Natal, a proximidade do Deus-Conosco, que se manifestou fazendo-se um de nós;
Na quaresma, a conversão pascal;
No tríduo pascal e no tempo pascal, a fé e a certeza da vitória que vem do amor incondicional de Deus, revelado na cruz de Cristo;
No tempo comum, com um ciclo de três anos do lecionário dominical, o seguimento de Jesus, passo a passo, em sua caminhada missionária;
Nas festas dedicadas a Maria, aos mártires e outros santos, a fidelidade, o testemunho, a santidade, a vivência das bem-aventuranças.
Assim, dia a dia, semana após semana, ano após ano, vamos sendo 'moldados', transformados, pela celebração dos mistérios de Cristo.
Todo ano comemoram-se duas grandes festas: Páscoa e Natal. A Páscoa é mais importante que o Natal. É a maior festa cristã, porque celebra a ressurreição de Jesus. Ambas as festas são precedidas por um tempo de preparação. 
  O ADVENTO é o tempo de espera e de vigilância, apontando  pistas dos sinais do Reino, é o tempo de preparar para acolher a presença de um Deus que vem ao nosso encontro. As antigas comunidades cristãs, quando começaram a celebrar o Natal, o fizeram, ao mesmo tempo, como o desdobramento da alegria pascal e como celebração do início do mistério da salvação. E assim como a festa da páscoa era preparada por um tempo de jejum e escuta da Palavra, colocaram também um tempo de preparação antes da festa do Natal. A Palavra Advento, como tantos outros termos importantes do cristianismo, foi tirada do vocabulário pagão, e significa chegada ou vinda. Ao longo do tempo, foi assumindo o sentido tanto do nascimento do Senhor (o Senhor veio!), quanto da preparação para este evento (o Senhor vem!) e também da espera da segunda vinda de Cristo (o Senhor virá!). 
A liturgia ocidental, nas duas primeiras semanas do Advento, acentua a espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos, enquanto nas outras duas semanas coloca a ênfase na preparação para a solenidade do Natal. 
 Celebrar o período do NATAL é sentir de fato a presença do eterno "hoje" salvador, como obra da Trindade! Presença com sabor de Páscoa, pois é a partir da Páscoa que podemos viver o Natal como festa da luz, da vida, de paz!
Especificamente o dia de natal celebra o Cristo que nasce em Belém da Judéia, em noite fria (inverno), mas traz do céu o calor vitalizante da santidade de Deus, em mensagem de paz dirigida, sobretudo aos pobres, com quem se identifica mais plenamente, cumulando-os das riquezas do Reino. Sua "noite feliz" sinaliza para a "noite fulgurante" da Sagrada Vigília Pascal do Sábado Santo, onde as trevas são dissipadas, definitivamente, pela luz do Cristo Ressuscitado. O seu nascer nos faz olhar o adiante do renascer das trevas tornando-se novamente luz resplandecente.
            O tempo do natal de prolonga nas solenidades da Sagrada Família, Santa Maria Mãe de Deus, Epifania do Senhor e Batismo do Senhor.
            Segue o ciclo do TEMPO COMUM.
Começa esse tempo litúrgico na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a Epifania é celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, hipótese em que o Batismo do Senhor é celebrado então na segunda-feira. Na terça-feira de Carnaval, o Tempo Comum se interrompe, reiniciando-se na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e prolongando-se até o sábado que precede o primeiro Domingo do Advento.
O TEMPO COMUM ocupa a maior parte dos nossos dias. São 33 ou 34 semanas, distribuídas entre os dois tempos especiais do ano litúrgico: o natal e a páscoa. Ocupa praticamente a metade do ano, com algumas semanas entre o natal e a quaresma e a parte mais longa depois de pentecostes até a festa de Cristo Rei, que marca o fim do ano litúrgico.
O Tempo comum pode ser vivenciado ainda nos três anos litúrgicos: A, B e C. Vejamos:
No ano A, ouvimos atentamente o Evangelho segundo Mateus. O Cristo, qual novo Moisés, nos leva, em comunidade, como Igreja, a nos despojar de nosso tradicionalismo para nos abrir ao novo que Deus vai revelando no hoje da história; não são nossas práticas que nos salvam, mas a fé, a adesão a Cristo, a partir de nossa pequenez, a partir de nossa pobreza.

No ano B, Marcos é nosso guia. Coloca-nos frente a frente com Jesus Cristo que é Messias que vem instaurar o reino de Deus, porém não de maneira clara, explícita; nem vem de forma triunfante, mas como servo sofredor, perseguido, executado na cruz.

No ano C, é Lucas quem nos conduz; ele insiste no seguimento radical de Jesus, ensina-nos a orar, a amar, a perdoar, a nos deixar guiar pelo Espírito, a levar em conta as mulheres, a colocar no centro de nossa vida o acolhimento e a preocupação com os pobres... Toda esta lenta e progressiva caminhada do tempo comum vem de encontro a uma clara característica de nossa vida: somos chamados a descobrir nosso caminho, passo a passo; somos chamados a crescer no amor, a amadurecer, aprendendo muitas vezes, a duras penas, através do sofrimento e do acúmulo de experiências.

O tempo QUARESMAL é apresentado como a preparação para a páscoa, recordação e preparação para os sacramentos da iniciação cristã e período de prática da penitência. Porém a referência à escuta mais freqüente da Palavra de Deus, a oração mais intensa, a catequese.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa, realiza-se a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão e a conversão espiritual. Ou seja, a humanidade deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre sua vida e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.

Quanto ao tríduo pascal, que vai da tarde da quinta-feira santa à tarde do domingo da ressurreição, constitui a celebração “da morte, da sepultura e da ressurreição” do Senhor.
Na origem, a sexta e o sábado foram caracterizados pelo jejum, o domingo pela alegria, sem que houvesse qualquer celebração, a não ser a vigília. O tríduo pascal constitui uma realidade essencial e pressuposta para que a noite pascal se revista plenamente do seu sentido: com efeito, ela é a passagem do jejum à festa, como foi, para o Cristo, a passagem da morte para a vida.
Pelo jejum, participa-se da paixão e da morte de Cristo; pela alegria, se participa da ressurreição.
            A quinta feira santa é marcada pelas instituições: da eucaristia, do serviço, do sacerdócio; a sexta e o sábado pelo jejum.

As solenidades no ano litúrgico são:
       Santíssima Trindade. Celebra-se no domingo seguinte ao de Pentecostes.
       Sagrado Corpo e Sangue do Senhor. Celebra-se na quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade.
       Sagrado Coração de Jesus. Sua celebração se dá na 2ª sexta-feira após "Corpus Christi".
       Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. É celebrada no último domingo do Tempo Comum, ocupando o lugar do 34º domingo.
       Também no Tempo Comum são celebradas algumas festas do Senhor. Estas, quando caem no domingo, ocupam o seu lugar. São elas:
       Apresentação do Senhor. Celebra-se no dia 2 de fevereiro.
       Transfiguração do Senhor. Sua celebração é em 6 de agosto.
       Exaltação da Santa Cruz. Celebra-se em 14 de setembro.
       Solenidades dogmáticas:
1.      Santíssima Trindade (primeiro domingo depois de pentecostes);
2.      Corpus Christi (quinta-feira depois da Trindade);
3.      Sagrado Coração de Jesus (2º domingo depois de Pentecostes);
4.      Cristo Rei (último domingo do tempo comum).

Além das "festas do Senhor" acima referidas, outras festas e solenidades são celebradas no Tempo Comum, pertencentes então ao "Santoral".

 Vejamos uma tabela com os esquemas temáticos dos tempos privilegiados :

ADVENTO:
I DOMINGO
 O anuncio “o senhor vem”
II DOMINGO
Ministério de João “preparai-vos”
III DOMINGO
Ministério de João “alegrai-vos o senhor esta perto”
IV DOMINGO
O mistério da encarnação

 As primeiras leituras e segundas leituras inserem neste quadro.
TEMPO DO NATAL
NATAL
SAGRADA FAMILIA
OITAVA DO NATAL  1 º JANEIRO
II DOMINGO DEPOIS DO NATAL
EPIFANIA DO SENHOR
 BATISMO DO SENHOR

O TEMPO QUARESMAL – ligação entre os temas batismo e penitência
 Temática do Evangelho:

A
B
C
I DOMINGO
JEJUM E TENTAÇÃO
JEJUM E TENTAÇÃO
JEJUM E TENTAÇÃO
II DOMINGO
TRANSFIGURAÇÃO
TRANSFIGURAÇÃO
TRANSFIGURAÇÃO
III DOMINGO
AGUA VIVA
ANUNCIO DA PAIXÃO
APELO A CONVERSÃO
IV DOMINGO
LUZ - CEGO
ANUNCIO DA SALVAÇÃO
O PAI MISERCORDIOSO
V DOMINGO
VIDA - LAZARO
VALOR DA MORTE
APELO: PERDÃO

Temática das leituras:
I DOMINGO
As origens da historia da salvação
II DOMINGO
Abraão
III DOMINGO
Moises
IV DOMINGO
O povo da antiga aliança na terra prometida
V DOMINGO
Os profetas anunciam a nova aliança



Como a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitada a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração. Pode-se, pois, assim descrevê-la:
 Cor roxa
Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-Feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias.
 Cor branca
Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na Quinta-Feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca.
 Cor vermelha
Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas.
 Cor rosa
Pode-se usar: No terceiro Domingo do Advento (chamado "Gaudete") e no quarto Domingo da Quaresma chamado "Laetare"). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de "domingos da alegria", por causa do tom jubiloso de seus textos.
 Cor preta
Pode-se usar na celebração de Finados
 Cor verde
Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco.
Nota explicativa: Se uma festa ou solenidade tomar o lugar da celebração do tempo litúrgico, usa-se então a cor litúrgica da festa ou solenidade. Exemplo: em 8 de dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição. Neste caso, a cor litúrgica é então o branco, e não o roxo do Advento. Este mesmo critério é aplicável para a celebração dos dias de semana.
Tempo pascal

Primeira leitura
Segunda leitura
 evangelho
Domingo da páscoa
 Ressuscitou.

A
B          
C
=
Comemos e           bebemos com ele depois que ele ressuscitou dos mortos
A
B          
C
=
 Esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde esta Cristo
A
B          
C
= Ele devia ressuscitar dos mortos.
2º domingo da páscoa
Aparições
A  /todos que abraçavam fé viviam unidos
B / um só coração e uma são alma
C / multidões cada vez maiores aderiam ao senhor pela
A / pela ressurreição, ele nos fez nascer de novo
B/ Todo aquele que nasceu de Deus , vence o mundo.
C/ estive morto mas agora estou vivo para sempre
A
B          
C
= oito dias depois Jesus entrou.
3º domingo da páscoa
Aparições
A / não era possível que a morte o dominasse
B/ vos matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou.
C/ disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo
 A / fostes resgatados pelo precioso sangue de Jesus
B/ ele é a vitima da expiação pelos nossos pecados
C/ o cordeiro imolado é digno de receber o poder.
A / reconheceram-no no partir do pão
B assim esta escrito. O messias sofreara e ressuscitará
C/ Jesus aproximou-se, tomou-o pão e distribuiu–os a eles
4º domingo da páscoa
 O bom pastor
A /  Deus constituiu-se Senhor  e cristo
B em nenhum outro há a salvação
C/ eis que nos voltamos para os pagãos
A/  voltarei aos pastores de vossas vidas
B/ veremos a deus tal como ele é
C/ o cordeiro vai apascentar e os conduzirá as fontes...
A/ eu sou a porta das ovelhas
B/o bom pastor é que da vida por suas ovelhas
C/ eu vos dou um novo mandamento
5º domingo da páscoa
Discurso da ceia 
( testamento)
A / escolheram sete homens repletos do Espírito.
B/ contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho
C/ contaram tudo o que deus fizera no meio deles
A / vos sois a raça escolhida o sacerdócio do reino
B/ este é o meu mandamento: que creamos e amemos...
C/ deus enxugara todos as lagrimas dos seus olhos
A / eu sou o caminho a verdade e a vida
B / quem permanece em mim e u nele produz muitos frutos
C/ eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros
6º domingo da páscoa


A / impuseram-lhes as mãos e eles receberam o espírito
B/ o dom do espírito santo sobre os pagãos
C/ decidimos , o espírito santo e nós , não vos impor
A / Sofreu a morte na sua existência humana , mas recebeu nova vida
B/ Deus é amor
C/ Mostrou-me a cidade santa descendo do Céu.
A / eu rogarei ao  Pai e ele Dara outro defensor
B / Ninguém tem maior amor do que aquele que da a vida
C/ O  Espírito Santo vos recordara tudo o que eu ...
Ascensão
A
B          
C
= Jesus  foi levado ao céu a vista deles
A/ e o fez sentar-se a sua direita no céus.
B/ a estatura de Cristo  em sua plenitude
C / Cristo entrou no próprio céu.
A/ toda autoridade me foi dada  no céu e sobre a terra
B/ Foi levado ao céu e sentou-se a direita de deus
C/ enquanto os abençoava... Foi levado para o céu
7 º domingo da páscoa
A / dedicavam-se a  oração em comum
B/ é preciso que um deles se junte a nos para testemunhar
C/ Estou vendo o filho do homem, a direita de Deus
A/ se sofreis... por causa do nome de Cristo , sois felizes
B/Quem permanece no amor, permanece em  Deus
C/ Cristo entrou no próprio céu
 A / pai glorifica teu nome
B/ para que eles sejam um, assim como nos somos um
C/ para que eles cheguem a unidade perfeita
Pentecostes
A
B          
C
=todos ficaram cheios do Espírito santo e começaram falar ...
A
B          
C
= fomos batizados num só espírito para formarmos um só corpo
A
B          
C
= Como o pai me enviou, assim também eu vos envio: recebam o espírito de Deus

 No Brasil e em outros países a celebração da ascensão foi transferida , do dia próprio que é quinta da sexta semana , para o domingo seguinte , As  leituras assim omitidas do 7 domingo podem ser lidas no sexto domingo.

“A celebração do Ano Litúrgico é uma forma de a gente lembrar, ao longo da caminhada, a presença dinâmica de Deus em meio a seu povo. E, lembrando, unimo-nos e nos comprometemos com ele. Celebrando a Páscoa de Jesus, fazemos hoje, nele, a nossa Páscoa. Celebrando o Natal de Jesus, fazemos hoje, nele, o nosso Natal. Celebrando o Advento... de Jesus, ele se manifesta a nós e nos faz caminhar mais depressa em direção ao Reino. Foi por isso que o papa Paulo VI disse que a celebração do Ano Litúrgico não é só recordação de um fato passado, mas ‘goza de de força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã’”.

Introdução geral do Missal Romano


CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA “MISSALE ROMANUM”

Promulga o Missal Romano, restaurado conforme o Vaticano II. Foi promulgado por Pio V, em 1570, conforme Trento. Estabelece que: textos e ritos exprimam mais claramente as realidades sagradas que significam; manifestem melhor o sentido de cada uma das partes da Missa e a ligação entre elas; facilitem a participação piedosa e ativa dos fiéis. Não é uma reformulação improvisada, mas fruto de longo processo conforme progresso das disciplinas litúrgicas. As cerimônias foram simplificadas, conservando-se cuidadosamente a substância. Foram restaurados ritos que tinham caído em desuso, como: homilia, oração dos fiéis e ato penitencial. Manifestou melhor o desenvolvimento do mistério da salvação, a partir da Palavra revelada, distribuída num período de três anos.

INTRODUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO

            Apresenta a natureza sacrifical da Missa, a identidade entre o Sacrifício da Cruz (cruento) e sua renovação sacramental na Missa (incruento) e a Missa como sacrifício de louvor, ação de graças, propiciação e satisfação.
            Afirma a presença real de Jesus Ressuscitado sob as espécies eucarísticas, o que exige respeito e adoração na Consagração e em toda a liturgia eucarística, assim como na Quinta-feira Santa e na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Por isso, a comunhão sob as duas espécies foi permitida em algumas ocasiões, desde que se explique que Cristo se faz presente por inteiro tanto no pão como no vinho consagrados.
            A natureza do sacerdócio ministerial se evidencia no rito, pelo lugar e função do sacerdote, conforme a Missa do Crisma. A natureza do sacerdócio comum dos fiéis atinge sua plena realização mediante o ministério dos sacerdotes, em união com o Sacrifício de Cristo, único Mediador. Cada um participa a seu modo na liturgia.
            O novo Missal foi restaurado segundo a norma dos Santos Padres, o que não exige apenas que se conserve o que os nossos antepassados mais recentes nos legaram, mas também que se assuma e se julgue do mais alto valor todo o passado da Igreja. A celebração da Missa possui valor catequético, sobretudo na homilia.
            Importância e dignidade da liturgia eucarística: A Missa é o centro de toda a vida cristã, ápice da ação pela qual Deus santifica o mundo em Cristo e do culto que os homens oferecem ao Pai, adorando-o pelo Cristo, Filho de Deus. Nela, no decorrer do ano, são relembrados os mistérios da redenção. Ela é ação de Cristo e da Igreja, na qual o sacerdote cumpre seu múnus principal e age sempre pela salvação do povo.
            Estrutura da Missa: ela consta de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, tão intimamente unidas entre si, que constituem um só ato de culto. Há também alguns ritos que abrem e encerram a celebração.
Diversos elementos da Missa: leitura e explanação da Palavra de Deus; orações próprias do sacerdote; outras fórmulas. Na liturgia da Palavra é Deus quem fala por meio dos ministros. As orações próprias do sacerdote são: oração eucarística, oração do dia, oração sobre as oferendas e oração depois da comunhão, monições e exortações, bênção final; exigem que sejam proferidas só pelo sacerdote em voz alta e escutada por todos atentamente. Outras fórmulas são: diálogos entre sacerdote e assembléia; aclamações dos fiéis; ato penitencial; profissão de fé; oração universal; oração do Senhor. São ritos independentes: Glória, Aleluia, Santo, anamnese e canto depois da comunhão.
Maneiras de proferir os diversos textos: a voz corresponda ao gênero próprio do texto (leitura, oração, canto) e à forma de celebração (solenidade, festa, memória).
Importância do canto: O canto é parte integrante da liturgia. Não é necessário cantar sempre todos os textos destinados ao canto, mas nunca falte o canto dos ministros e dos fiéis nas celebrações dominicais e festivas.
Gestos e posições do corpo: Devem contribuir para o decoro e nobre simplicidade de toda celebração, para que se compreenda o verdadeiro e pleno significado de suas partes e se favoreça a participação de todos. A posição comum do corpo, que todos os participantes devem observar, é sinal de unidade. Os fiéis permaneçam de pé: do início do canto de entrada até a oração do dia, ao canto antes da proclamação do Evangelho e durante toda a liturgia eucarística. Ajoelham-se: durante a consagração (conforme estado de saúde, espaço e grande concentração de fiéis) ou façam uma inclinação profunda enquanto o sacerdote faz genuflexão após a consagração. Sentam-se: durante as leituras antes do Evangelho, a homilia, a preparação das oferendas e o silêncio sagrado após a comunhão. Deve haver silêncio: antes da celebração; no ato penitencial; após o convite à oração; após as leituras e homilia; após a comunhão.
Partes da Missa: ritos iniciais, liturgia da palavra, liturgia eucarística e ritos finais.
Ritos Iniciais: precedem à liturgia da palavra: entrada, saudação, ato penitencial, Kyrie, Glória e oração do dia. Sua finalidade é criar a comunhão dos fiéis, reunidos em assembléia, e sua disposição para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia.
Finalidade do canto de entrada: abrir a celebração, promover a união dos fiéis, introduzir no mistério do tempo litúrgico e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros.
Saudação ao altar e ao povo reunido: Ao altar, se faz uma inclinação profunda, se beija e incensa. Ao povo, se faz pela saudação que expressa o mistério da Igreja reunida.
Ato Penitencial: convite, pausa, fórmula da confissão geral e absolvição não sacramental do sacerdote. Pode ser omitido ou feito com bênção e aspersão da água em recordação ao batismo. Através do Kyrie, os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia.
Glória: É um hino, não trinitário, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. O texto desse hino não pode ser substituído por outro. É cantado ou recitado nas festas solenes e aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma.
Oração do Dia: Serve para que, em silêncio, os fiéis tomem consciência de que estão na presença de Deus e formulem interiormente os seus pedidos. Esta oração é dirigida ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Na Missa sempre se diz uma única oração do dia.
Liturgia da Palavra: Sua parte principal é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração dos fiéis. Ela deve ser celebrada sem pressa e com breves momentos de silêncio, de tal modo que favoreça a meditação.
Leituras: São sempre proferidas do Lecionário ou da Bíblia no Ambão. O ofício de proferir as leituras é função ministerial e não de quem preside. Não é permitido trocar as leituras e o salmo responsorial, constituídos da palavra de Deus, por outros textos não bíblicos.
Salmo Responsorial: É parte integrante da liturgia da palavra, deve ser cantado, pelo menos o refrão, e não pode ser substituído por outro canto de meditação.
Aclamação antes da proclamação do Evangelho: Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, todos cantam, de pé, o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme exigir o tempo litúrgico.
Homilia: É parte da liturgia, indispensável para nutrir a vida cristã; nunca deve ser proferida por um leigo.
Profissão de Fé: Tem a finalidade de recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia. Deve ser rezada sempre aos domingos e festas litúrgicas.
Oração dos Féis: Nela, os fiéis exercem sua função sacerdotal, de elevar preces a Deus pela salvação de todos. Cabe ao sacerdote celebrante, de sua cadeira, dirigir esta oração, introduzindo-a e concluindo-a. As intenções sejam proferidas pelo(a) leitor(a) do ambão ou de outro lugar apropriado.
Liturgia Eucarística: A Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo na última Ceia, quando instituiu o sacrifício e a ceia pascal. De faro, na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos; na Oração Eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo; pela Fração do Pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor, assim como os Apóstolos, na última Ceia.
Preparação dos Dons: Primeiramente prepara-se o altar, centro da liturgia, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice. A seguir, trazem-se as oferendas. Também são recebidos o dinheiro e outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a Igreja, que são colocados fora do altar.
Canto do Ofertório: Acompanha a procissão das oferendas. O sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar, assim como a cruz e o altar; o diácono ou acólito incensam o sacerdote e o povo. Só depois o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, expressando o seu desejo de purificação interior.
Oração sobre as Oferendas: Conclui a preparação das oferendas.
Oração Eucarística: É o centro e o ápice de toda a celebração, prece de ação de graças e santificação. Nela, os fiéis se unem com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. Ela compreende: ação de graças (Prefácio), encerrada pelo Santo; epiclese, pela qual a Igreja implora que os dons oferecidos sejam consagrados; narrativa da instituição e consagração; anamnese, pela qual a Igreja faz memória do próprio Cristo, de sua paixão, morte, ressurreição e glorificação; oblação, pela qual os fiéis oferecem ao Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada e a si próprios; intercessões, que exprimem a comunhão da Igreja; doxologia final, que exprime a glorificação de Deus.
Ritos de Comunhão: Pai nosso e embolismo; rito da paz; fração do pão e Cordeiro de Deus; comunhão.
O Pai Nosso é rezado por todos; sua letra não pode ser alterada. O embolismo é rezado só por quem preside.
No Rito da Paz, a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis expressam entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade, apenas aos que lhe estão mais próximos.
Fração do Pão: Este rito é reservado só ao sacerdote e ao diácono. É realizado após a transmissão da paz. Significa que muitos fiéis, pela comunhão no único pão da vida, que é Cristo, formam um só corpo. A súplica Cordeiro de Deus acompanha o rito.
Comunhão: As hóstias sejam consagradas na mesma Missa. O canto da comunhão acompanha o rito A oração depois da comunhão, pela qual se implora os frutos do mistério celebrado, faz parte do rito de comunhão. Antes dela, jamais seja dado algum aviso, mas pode ser cantado um salmo ou hino de louvor.
Ritos de Encerramento: A eles pertencem: breves avisos; homenagens ou condolências; saudação e bênção do sacerdote; despedida do povo; beijo ao altar pelos sacerdotes e inclinação profunda ao mesmo pelos outros ministros.

A música na Litúrgia - Os pecados do músico católico

                  1.      Fazer do altar um palco
2.      Impor sempre seu gosto pessoal: "Só toco se for do meu jeito"
3.      Cantar por cantar
4.      Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração ou do padre
5.      Escolher sempre as mesmas músicas
6.      Usar instrumentos desafinados
7.      Afinar os instrumentos durante a missa
8.      Nunca aprofundar no conhecimento da liturgia
9.      Não ler o Evangelho do dia antes de escolher as músicas
10.   Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto
11.   Colocar o volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones
12.   Cantar tudo sozinho
13.   Cantar só para exibir-se (estrelismo)
14.   Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa
15.   Não avisar ao padre as horas que serão cantadas
16.   Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão, teclado...)
17.   Ensaiar tudo antes da missa
18.   Cantar músicas desconhecidas e perder o contato com a assembléia
19.   Músicas fora da realidade e do tempo litúrgico
20.   Não ter vida interior, oração

Com isso podemos começar a melhor servir a Deus. Um bom líder sabe que várias cabeças pensam melhor que uma!



Padre Joãozinho - scj e Serginho Valle


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Celebração do Mês da Bíblia - 11/09/2011


No último domingo, dia 11 de setembro de 2011, nossa comunidade pode celebrar juntamente com nosso então pároco, Pe. Aurélio Pereira scj. Ficamos felizes pela sua presença em nosso meio.
Pe. Aurélio, como sempre o faz, trouxe-nos uma mensagem de reflexão do Evangelho amplamente profunda. Ao traduzir o ato do perdão em nosso cotidiano, irradiou o coração de todos com a mensagem central de nossa celebração: “Não perdoes apenas sete, mas setenta vezes sete”.
Nessa celebração, Pe. Aurélio apresentou a toda a comunidade ali reunida nossa nova Coordenadora da Catequese, Vera Lúcia; isso foi para nós de grande estima, pois reforça o incentivo da Paróquia para com a catequese, e desperta em todos os catequistas um novo ardor missionário e profético.
Vera Lúcia seja bem vinda! Saiba que muitos são os trabalhos, mas Deus sempre nos recompensa da melhor maneira possível.
Pe. Aurélio incentivou ainda a comunidade dizendo: “A Igreja de vocês está muito linda, parabenizo a quem pensou esta ornamentação para a Palavra de Deus.”
Estamos muito felizes com nosso pároco.
Confiram as fotos: